Webjet: Seria triste o fim?

Hoje a sexta-feira foi black para a aviação civil, principalmente para os 850 funcionários demitidos da Webjet, após a Gol, sua atual controladora, anunciar o seu fim. Seria triste o fim? Depende. É triste pois reforça ainda mais o duopólio da TAM e Gol, que juntas detêm mais de 74% do mercado. E a Webjet tinha um papel importante nesse mercado. Com seus preços agressivos, ela acabava forçando as demais a fazerem o mesmo. Mas a que custo?

A Webjet foi de fato a primeira e única cia aérea low cost do Brasil. Eu acreditava que a Gol tinha esse propósito até voar Ryanair e Easyjet. Desde então passei a dizer a todos que voar Gol é um luxo se compararmos a essas duas. Mas em nenhuma tive uma experiência tão ruim como nas duas únicas vezes que voei Webjet. Na última fiz uma promessa: Nunca mais!

Eu tentando encaixar meus 1,90 de altura nas poltronas da Webjet

Na minha opinião, deveria existir um mínimo de conforto, levando em consideração, inclusive, a distância percorrida. E não é só uma questão de conforto. É de acessibilidade também. Pessoas altas (eu!) e obesas (eu?) sofrem horrores. A média de altura da população aumenta e o espaço entre as poltronas diminuem. Cadê a lógica disso?

E antes do seu fim, a Webjet ainda se envolveu em uma grande polêmica: a cobrança por água a bordo. Todos aprendem desde criança que um copo d’água não se nega a ninguém, certo? A Webjet negava se você não desembolsasse 3 reais. E não digo água mineral, água simples mesmo, para passageiros que queriam apenas tomar um remédio. Depois de tanta polêmica, ela acabou parando de cobrar.

Voos como os da falecida Webjet não deveriam ter duração superior a uma hora. É o máximo de desconforto que um ser humano pode suportar. Ok, o importante é chegar no destino. Mas tudo tem limite. Os meios de transporte precisam é evoluir. E o que vemos é uma involução. Se continuarmos aceitando ser tratados assim, vejo um futuro onde viajaremos em pé nos aviões. Projeto para isso já existe.

Reparem a minha alegria voando Webjet 😉

E se realmente desse certo essa política de vender passagens baratas a qualquer custo, não existiriam tantas cias aéreas falindo ou fechando o ano com prejuízos. Concordam comigo?

Enfim, só sei que agora ficou fácil cumprir minha promessa de nunca mais voar Webjet.

E você, concorda comigo ou acha que o importante é pagar pouco, sem importar como?

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Comentários

  1. Eu odiava a webjet. Cheguei a quase não embarcar este ano, quando comprei uma passagem pelo site da Gol e, na hora do check-in, me informaram que o voo seria operado pela webjet. Mesmo assim, ela vai fazer falta no mercado. Foi a única low cost que tivemos no Brasil. O problema é que era uma low cost ruim, mas era melhor com ela do que sem ela.

    • Pois é Rafael.
      Pelo menos ela puxava o preço das outras pra baixo, e fazia com que viajássemos nas outros por um preço melhor.
      Esse é o lado ruim da história.
      O Brasil precisa sim de uma low cost de verdade, mas não como a Webjet. Prq o serviço dela era terrível.
      Obrigado pela visita!

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