Caiapônia e o relevo fértil para as cachoeiras

Hoje vamos começar a falar sobre Caiapônia, município goiano localizado a 330 km da capital e que tem um potencial de ecoturismo imenso, mas ainda é muito pouco explorado.

Eu não hesitaria em dizer que a região abriga uma das cachoeiras mais bonitas do Brasil, sem dúvidas, mas se formos perguntar quantas pessoas já ouviram falar de alguma delas, o número é exíguo.

Meu primeiro contato com Caiapônia iniciou-se ali, pela rodovia: ao longe apontava a Serra do Caiapó e mais adiante o Morro do Gigante Adormecido, digno de um sonoro “uau”.

À medida que ia me aproximando a paisagem revelou-se repleta de serras e de vales fantásticos, propícia para cachoeiras, com vegetação abundante, bem diferente de outras regiões do sudoeste goiano, já tomadas pelas plantações de monocultura. Eu estava só de passagem, mas sabia que precisava voltar.

Alguns anos depois, vi a foto de uma cachoeira nas redes sociais de amigos. Foi o suficiente. Uma rápida busca por informações de ecoturismo na internet e eu percebi que não tem quase nada, absolutamente. As parcas informações apontam para a presença de dezenas de cachoeiras, mas apenas algumas são abertas para visitação.

Hoje eu falo da cachoeira citada aí em cima, a São Domingos, que me motivou a percorrer esse lugar e descobrir paisagens fantásticas.

Embora não pertença ao município de Caiapônia, mas sim Piranhas, ela é mais facilmente acessada por Caiapônia, e parece ser disputada pelos dois municípios (a cachoeira fica próxima dos limites entre os dois).

Ela possui 96 m de queda e pode ser acessada por cima (o carro chega pertinho, a poucos metros) e por baixo, numa trilha de 1.600m com vários trechos íngremes.

De todos os ângulos a cachoeira impressiona.

O caminho até lá não é muito bem sinalizado e das três vezes que fui, apenas em uma tinha gente na entrada da propriedade. Não nos foi cobrada taxa de visitação. A trilha até a base é estruturada, tem algumas plaquinhas e cordas nas partes mais íngremes, mas achei que falta manutenção, ela está bem mal cuidada.

O nível varia de fácil a moderado, de acordo com o seu preparo físico e eu diria que vale muito a pena descer até cânion por onde a cachoeira deságua (a gente gastou cerca de uma hora de caminhada).

O Rio São Domingos é bastante gelado, por isso recomendo descer pela manhã quando o sol incide diretamente sobre ele e a água fica mais quente (ou menos gelada) e a cor ganha um tom esverdeado lindíssimo.

Se não tiver muita experiência com trilhas, talvez seja interessante contratar um guia ou ir com quem já conhece, porque o acesso é bem complicadinho. Do trevo de Caiapônia até a cachoeira são cerca de 36 km, dos quais 26 km são de estrada de chão.

Como chegar :

Do trevo de Caiapônia a Piranhas, recomendo zerar o odômetro: quando tiver marcando por volta de 10,4 km na BR-158. Depois que passar a ponte do Rio do Monte, virar à esquerda. Tem algumas placas de fazendas e é quando começa a estrada de chão.

Dessas placas até o primeiro entroncamento à direita – que leva para a Cachoeira da Samambaia e Abóbora – são 16,3 km.

Siga reto ao invés de virar à direita. Até a segunda bifurcação, por volta do km 26,8 é necessário pegar a estrada da direita (nos eucaliptos). Ao longo do caminho vai ter algumas bifurcações (por exemplo no km 29,3), mas siga sempre em frente. Depois disso, vai passar por algumas propriedades particulares (inclusive abrindo um colchete).
Depois do colchete vai ter um atalho no km 31,7. Desça a serra e vire à direita (km 34,4). Passando por um mata burro, vire à esquerda no km 35,6 até chegar no ponto final, cerca de 1 km depois.

Complicadinho, né?! Mas garanto que dá pra chegar. A gente se perdeu algumas vezes, mas sempre que pedíamos informações nas sedes das fazendas, dava super certo.

E você? Conhece alguma cachoeira em Caiapônia? Conta para a gente! 

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