Cachoeira do Buracão, na Chapada Diamantina

A Chapada Diamantina, na Bahia, possui dezenas de cachoeiras incríveis. Fiquei encantada com tanta diversidade de paisagens e cachoeiras, mas uma particularmente me chamou a atenção: a Cachoeira do Buracão. Hoje vou falar sobre ela, que já se tornou minha cachoeira preferida no mundo. Ela fica no sul da Chapada Diamantina, no município de Ibicoara e é considerada um dos principais atrativos da região.

 

Vindo de carro de Goiás, acessamos o Parque Nacional da Chapada Diamantina pela parte norte. Portanto, deixamos as cachoeiras do sul para visitar nos últimos dias. Para chegar até a Cachoeira do Buracão é necessário percorrer 30 km de estrada de chão de Ibicoara até o Parque Natural Municipal do Espalhado, onde ela está localizada. Para entrar no Parque é preciso pagar uma taxa de visitação de R$ 6.

Também foi preciso contratar um guia que encontramos na própria portaria. Eu fortemente recomendo o acompanhamento por vários motivos:

  1. Os guias, em sua maioria, são moradores locais com muito conhecimento da área e dão um show de história;
  2. Muitos deles sobrevivem da renda dos turistas;
  3. Eles são treinados para lidar com qualquer tipo de acidente ao longo do caminho (carregam, inclusive, um kit de primeiros-socorros)
  4. São eles que sabem qual o trajeto e a ordem dos atrativos da trilha a serem visitados que, na minha opinião, foi fundamental para despertar o encantamento que sentimos ao nos depararmos com a cachoeira.

De onde o carro é deixado até a Cachoeira do Buracão, gastamos cerca de 1 hora de caminhada margeando o Rio Manso. O percurso é de nível leve a moderado (há alguns trechos íngremes, mas a maioria da trilha é plana). Ao longo da trilha há rios, piscinas naturais, outras cachoeiras como a das Orquídeas e do Recanto Verde e um precipício onde é possível apreciar a Cachoeira do Buracão de cima.

Se não tivéssemos um guia, obviamente nosso primeiro contato seria por cima e não teríamos aquele impacto inicial que tivemos quando a vimos por baixo. Então a dica que aprendemos com ele é: deixe o mirante para o final, quando já tiver retornando para o carro.

Para acessar a base da cachoeira há duas opções: atravessar o cânion por uma pinguela e ir escalando pedras ou ir nadando utilizando um colete salva-vidas (a mais legal e emocionante). Optamos pela segunda opção, claro.

A expectativa foi grande quando começamos a nadar pelo cânion estreito (ele possui cerca de 3 m de largura por 85 m de altura) em direção ao buraco onde a cachoeira está e, sem dúvida alguma, a emoção já aflora aí.

Não sei definir como foi o primeiro contato! Apenas posso afirmar que nunca me senti tão bem, realizada e agradecida pela oportunidade. Foi mágico.

No retorno, acessamos o mirante para ver a cachoeira de cima e acredito que foi a melhor estratégia. Digna de quem conhece bem o local.

E quando pensava que não, os sentimentos que foram tão bem retratados por uma amiga como amplidão, completude e gratidão puderam ser amplificados ainda mais quando a vimos de um outro ângulo. Parecia que estávamos todos anestesiados. Naquele momento a gente só queria agradecer.

Vocês, definitivamente, precisam conhecer a Cachoeira Buracão.

Veja mais de Ana Tá Na Cachoeira aqui. 

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Comentários

  1. As chapadas do Brasil são de tirar o folego… Ainda não fui na diamantina, mas mal posso esperar!! As fotos estão lindas.

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