Quem tem boca vai a Roma!

Esse ditado não funciona muito bem pra mim. Se para pedir informações em português já é uma tortura, já dá pra imaginar como é em italiano e inglês. E é ainda mais tortuoso quando o informante te olha com uma cara de interrogação não entendendo bulufas do que vc está dizendo, daí é quando vc tem que apelar para as mímicas. =)

Enfim, sem perguntar muito fomos a Roma. Um bilhete de trem ida-e-volta a partir de Firenze custa 76 reais, a bordo de um Eurostar e leva exatos 1hr38min, non-stop até a estação Termini de Roma.

A caminho do hostel, eu já estava pensando como seria complicado explicar o rolo que estava a nossa reserva pro staff do hostel, já que havíamos mudado um pouco o roteiro e nossa reserva era para o dia seguinte. Sem contar que ainda tínhamos que negociar o cancelamento da reserva do Cléber, amigo de Brasília que chegaria por Milão e iria para Roma encontrar conosco para seguirmos juntos para Paris. Com a mudança ele iria direto para Firenze. Mas para a nossa sorte, com poucas palavras trocadas com o staff do hostel ele já percebeu que éramos brasileiros e disse para falarmos em português. Ufa! Confusão desfeita! Mas não havia vagas! Com isso, tivemos que ir a primeira noite para um hotelzinho xexelento bem próximo dali, e só no dia seguinte é que fomos para o hostel do brasileiro, o Roma Inn, bem localizado (próximo a estação Cavour, a primeira depois da Roma Termini) e de ambiente muito agradável. E com Internet wi-fi free para os hóspedes. Detalhe muito importante qdo a média de preço por hora de acesso na Europa gira em torno de 3 euros.

Bom, passamos 2 dias em Roma de muita andança. Rodamos a cidade inteira a pé, foram raras as vezes que pegamos uma condução. E nas poucas vezes que pegamos percebemos o quanto o transporte coletivo funciona bem na cidade e o quanto é fácil, mesmo na condição de turistas.

No primeiro dia, saímos do hotel e fomos andando até o Coliseu. Entramos depois de quase 2 horas de fila e 11 euros sem choro e sem descontos para estudantes. Mas foi fantástico! Pra mim o monumento que mais me chamou a atenção em Roma. O maior símbolo do império romano, uma construção gigantesca construída há 2 mil anos e que hoje, mesmo em ruínas, ainda encanta.

O tíquete do Coliseu tb dá direito a entrada no Palatino, e lá fomos nós bater perna pelas Ruínas dos Palácios Imperiais do Palatino, residência dos nobres na era romana. É ali que estão as ruínas e jardins dos palácios de César Augusto, Tibério e Domiciano. E o lugar é imenso! Ficamos a tarde toda por lá.

Depois de tanto caminhar debaixo de uma lua de 30 graus, um sorvete italiano para refrescar a cuca. As gelaterias são tradicionais na Itália e são obrigatórias no roteiro de qualquer um que venha ao país no verão. A tão famosa Freddo em Buenos Aires é tão boa quanto qualquer uma de qualquer esquina da Itália. Os sabores Fragolla, Tiramissu (a base de café) e Nutela são os sabores que mais gostei.

No segundo dia saímos cedo e fomos até a Piazza de La Republica. De lá fomos a pé para a Fontana di Trevi, a maior e mais famosa fonte de Roma. E a mais bonita também. É quase uma obrigação de todo turista jogar uma moeda na fonte seguida de um pedido. E eu não poderia deixar por menos e tratei de jogar uma moeda de R$ 0,25 por lá. =)

Da Fontana di Trevi, fomos a pé até a estação Roma Termini e pegamos um ônibus que ia até a Piazza San Pietro, local onde fica o Vaticano. Como era domingo, por pouco não pegamos o Papa dando a benção a todos na janelinha. Ele aparece todos os domingos as 12:30 e chegamos por volta das 13:30. Entramos na Basílica de San Pietro (for free) e fizemos o tour tradicional. Não entramos no Museu do Vaticano, pois aos domingos ele é fechado, com exceção do último do mês, o que não era o caso. Melhor prq sobrou mais tempo para visitarmos outros locais de Roma.

Do Vaticano fomos a pé para o Castelo de Sant’angelo e sua respectiva ponte. Batemos mais perna e chegamos até a Piazza Navona, local onde fica a embaixada brasileira na Itália. Seria só uma embaixada brasileira se lá não estivesse naquele momento o nosso presidente Lula e sua comitiva, incluindo o meu ministro Patrus Ananias, para a conferência internacional da FAO.

Andamos mais um pouco e chegamos até o Panteon, outro monumento que me chamou muito a atenção. Um templo religioso da Roma antiga e que séculos depois foi transformado em templo cristão.

Por fim, fomos até a Piazza Venezia mas o cansaço era tamanho que já não víamos graça em mais nada. E só queríamos uma coisa, voltar pro hostel, tomar banho e descansar. E foi o que fizemos, mas fomos de bus prq as pernas já “não respondia a comandos locais”.

No caminho, de dentro do ônibus consegui captar essa imagem, a de um cartaz com o lançamento do Tropa de Elite na Itália. Fiquei curioso em saber como seriam os bordões do filme traduzidos para o italiano. =)

Enfim, essa foi a nossa saga por Roma. Vir a Itália e não conhecer Roma é não conhecer uma das mais fascinantes cidades deste país. Ficamos dois dias, mas recomendo no mínimo 3 para uma exploração tranqüila da cidade. Andar a pé é a melhor forma de conhecê-la. Há mapas gratuitos em vários pontos da cidade com a localização de todos os principais monumentos. E se tiver que usar algum tipo de condução, prefira o ônibus. São bons, baratos e com ar-condicionado. E custa 1 euro por viagem, mesmo preço do metrô mas pelo menos vc vai andando e conhecendo a cidade.

E isso é tudo!

Próximos capítulos: Paris

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Comentários

  1. Nem te conto que esses dias um bando foi pego em flagrante em Roma recolhendo as moedas da Fontana di Trevi. Dizem que eles faziam rios de dinheiro por dia! Vc esta so ajudando esse tipo de gente! rs…

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  5. Neide
    21 maio 2014

    Boa noite a todos…. moro em Roma, praticamente no centro,pertinho da basilica de San Giovanni, Coliseu, Metro…etc… tenho um quarto que alugo para turistas, se alguem se interessar me contate…..
    nbarilli@hotmail.com

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