Nosso Roteiro: Bogotá

Como assim, Colômbia? Por que esse destino? Essa é a pergunta mais comum quando você avisa que vai passar as férias na Colômbia. Cocaína, Pablo Escobar, Farc, violência e Shakira são algumas das coisas que chegam à cabeça de alguns, quando pensam nesse país. Não faz mal. Brasil é também sempre lembrado pelo carnaval, futebol e praia, muita praia. Como se o país fosse todo banhado pelo mar, a festa de carnaval fosse realizada quatro vezes por mês e todos os brasileiros nascessem craques no futebol e no samba.

A Colômbia é um país que sofre com a imagem negativa das guerrilhas e do narcotráfico, mas surpreende pela diversidade, a preservação da cultura, a modernidade e pela riqueza das paisagens. A capital Bogotá deve ser parada obrigatória, como uma porta de entrada ao país. Dinâmica, moderna e com cerca de oito milhões de habitantes, a cidade é equivalente a São Paulo. Um lugar que combina balada, diversão, história, cultura e boas compras. Se interessou? Então espere para saber mais sobre algumas das ilhas caribenhas ligadas a esse país no próximo post.

Passeios

Museu do Botero – Calle 11, 4-41, Centro, tel. 343-1331. Além das obras de Botero, tem Renoir, Picasso, Dali, Monet, Matisse e outros. Fecha as terças feiras. Nos outros dias aberto das 9 às 19h; domingos, das 10h às 17h. Entrada franca.

Museu do Botero

Museu Do Ouro – Calle 16, 5-41, Centro, tel. 284-7450. A maior coleção de artefatos de ouro da América Pré-Colombiana. Aberto de 3ª a sábado, das 9 às 19h; domingos, das 10h às 17h. Entrada: $2.800, domingos de graça.

Museu do Ouro

Museu Nacional – Cra. 7, 28-66, tel. 334-8366. Construído em 1863 é o mais antigo do país. Arqueologia, etnografia. arte indígena e afro-colombiana. Aberto de 3ª a sábado, das 10 às 20h; domingos, das 10h às 16h.

Museu da Polícia – todo o acervo da polícia colombiana, incluindo uma sala inteira em “homenagem” a Pablo Escobar.

Museu da Polícia

Praça Simon Bolívar – ponto de encontro dos mais importantes prédios históricos. Todos estão muito bem conservados. As fotos tiradas nesse ponto têm sempre como fundo as mais belas montanhas.

Praça Simon Bolívar

Montesserrate – Monte mais alto da região de onde é possível avistar toda a cidade de Bogotá. É imperdível! Lá em cima tem uma igreja, restaurantes, feira de artesanato e comidas populares. Há dois meios de transporte até lá: trem e teleférico. Para experimentar, suba com um e desça com o outro. O ingresso é o mesmo: ida e volta custa 8 mil pesos nos finais de semana e 15 mil nos dias úteis.

Monserrate

La Candelária – região central da cidade, onde ficam os museus, casas antigas e bem coloridas.

Zona Rosa – concentra três shoppings, muitos bares, boates, restaurantes e bons hotéis.

Onde hospedar

Zona Rosa: também conhecida como Zona T, é onde fica toda badalação. A área mais descolada da cidade, repleta de bares, boates e shoppings centers.

Candelária: área histórica e próxima dos pontos mais turísticos.

Como chegar

Para chegar até Bogotá, você tem oito opções de companhias aéreas partindo de São Paulo todas com preços relativamente em conta, se comparados a outros destinos sul-americanos. Se for com milhas, melhor ainda. A passagem de ida e volta pode ser resgatada com 20 mil pontos. Há períodos promocionais em que é possível resgatar o mesmo trecho com 16 mil pontos.

Ruas de Bogotá

Custos

Atenção! Esses são valores médios.

– Passagem ida e volta – R$ 1.200 de SP a Bogotá
– Diária de um hotel bom (mas sem luxo) com café da manhã – R$ 100
– Custo de uma refeição – R$ 20- Táxi – a maior corrida (entre o aeroporto e o hotel) – R$ 20

Dicas

– Não faça um roteiro muito intenso logo no primeiro dia. Bogotá está a 2.640 metros acima do nível do mar. É comum o turista brasileiro sentir mais cansado que o normal por causa da diferença de altitude.

– Não faça graça com o nome dos miniônibus que circulam pela cidade (Buseta). Os colombianos sabem o que isso significa no nosso idioma.

– Use e abuse dos táxis. Esse meio de transporte é muito barato. Os taxímetros tabela de preços fixada no banco de trás.

– Ao sair do aeroporto vá até um guichê do lado direito e pegue um voucher com o valor exato da corrida de taxi.

– Na volta para o Brasil, é preciso ir ao guichê 18 do aeroporto pegar um papel e um carimbo para não pagar imposto de saída destinado apenas aos colombianos.

– Três dias é o suficiente para conhecer bem a cidade sem correria. Mas se pretende fazer compras, reserve um dia a mais.

Não volte sem

– Comer um dos diversos crepes, waffles e sorvetes da rede Crepe & Waffles

– Subir o Monserrate

– Se divertir ao menos uma noite nos diversos bares e boates espalhados pela Zona Rosa

– Comer uma típica arepa. Tem em todas as esquinas, a qualquer hora do dia e em qualquer refeição.

– Tomar seu café preferido no Juan Valdez Café 

Curiosidades

Telefones: Em cada esquina você encontra uma “banquinha de celular”. Um tipo de posto telefônico a céu aberto. Você usa ali na rua mesmo e paga pelo minuto. Uma pena que não são feitas ligações internacionais.

Chivas:
Um programa bem turístico é passear pelas ruas da capital em uma espécie de trenzinho. Ao som de músicas típicas e iluminação de boate, o veículo percorre os principais pontos durante o dia e também de noite.

Segurança:
Por todos os cantos da cidade você vê policiais armados. No início pode causar um certo espanto, inclusive porque eles costumam revistar bolsas e mochilas, mas logo se nota que eles são ótimas fontes de informação, sempre dispostos a ajudar.

Trânsito: é caótico e a buzina não para!!!

Presença de brasileiros: Brasileiro costuma ser praga em todos os lugares, mas na Colômbia é diferente. Não é tão comum encontrar brasileiros pelas ruas de Bogotá, o que te deixa ainda mais imerso na cultura local e torna a viagem ainda mais interessante.

Informações gerais

Temperatura: durante boa parte do ano, a cidade mantém uma temperatura média de 15 ºC. A chuva também é bastante comum nos fins de tarde, então agasalho e guarda-chuva são recomendados.

Idioma:
espanhol – não é tão fácil conseguir atendimento em inglês.

Horas de vôo:
seis horas de São Paulo até Bogotá.

Moeda local:
peso colombiano

Câmbio: R$ 1 equivale a 900 mil pesos colombianos em média. A cotação pode variar muito de uma casa de câmbio para outra. É bom pesquisar.

Fuso horário:
no horário de verão, duas horas a menos com relação ao horário de Brasília (GMT -04:00)

DDI: 57

Internet: com boa velocidade e o sistema wi-fi é facilmente encontrado em hotéis, lanchonetes, restaurantes, cafés e museus. Lan house também são comuns.

Visto: não há necessidade de visto para brasileiros

Embaixada brasileira em Bogotá – Calle 93, nº 14-20, 8º andar, tel: (57 1) 218-0800. De seg. a sex., das 9h às 13h. www.brasil.org.co

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Comentários

  1. Zé Cláudio
    15 fev 2011

    Mês que vêm estoy ahí também!!! Já tinha procurado por dicas internet afora, mas as poucas que achei aqui e que não conhecia foram muuuito úteis.

    Valeu!

  2. Edna Mazepa Ballao
    19 mar 2011

    Oi Marcelo, mto bom seu blog! Por causa dele fui pra Los Roques! Mas acho q vc colocou a cotação do peso errado…qdo eu tava em San Andrés ano passado era mais ou menos R$1= 1.000 pesos, acho difícil que agora esteja em R$1 = 900 mil pesos.

    Saludos!

  3. Pingback: Cartagena das Índias: O lado colorido do Caribe | Across The Universe

  4. Olá Poliana, vc fez algum outro país quando foi pra Colômbia ou ficou só por ai e fez Bogotá e San Andres?
    Ficou qts dias no total?

    To programando minhas próximas férias e não sei se incluo Peru e Venezuela.
    Bjsss

    • Oi, Juliana! Dessa vez fui só à Colômbia (Bogotá e Cartagena). Fiquei uma semana. Mas penso que cinco dias já são suficientes.

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