Mímica de turista: quem nunca?

É certo que com domínio de inglês você se vira bem em qualquer lugar, mas isso não é garantia de uma comunicação 100% eficiente. Na Rússia, por exemplo, falar inglês é quase uma ofensa. Na França, poucos querem se dar o trabalho de trocar algumas palavras com o turista, nem que seja para salvá-lo de uma latada. Espanhóis e Italianos parecem ter mais dificuldade com o idioma do que os brasileiros.

O fato é: falar inglês ajuda e salva muito. Mas não é garantia de nada. A saída: a boa e velha mímica. O segredo: ser sem vergonha. Isso mesmo. Não pense na ideia de que está pagando um mico. Até porque todo turista passa por isso. Pense que a qualidade do seu passeio depende do seu desempenho na mímica.

É quase como uma língua universal. Com jeitinho e paciência você consegue tudo!  Mas é preciso muito cuidado. Lembre-se das diferenças culturais. Alguns sinais comuns para brasileiros podem ser ofensivos para outros povos. O indicador e o dedo médio, que aqui no Brasil é sinal de vitória (e, de longe, a pose mais usada pelos adolescentes na hora de tirar fotos), na Inglaterra, por exemplo, se feito com o dorso da mão para frente, tem o mesmo significado que aquele gesto universal do dedo médio. Ou seja, vai ser briga na certa.

O mesmo acontece quando um americano chega no Brasil fazendo o famoso sinal de “Ok” com a ponta do polegar na ponta do indicador, formando um círculo. Brasileiro considera uma ofensa. Americano como um sinal de que está tudo certo e na França significa que algo não tem valor. O certo seria pesquisar um pouco sobre o significado dos gestos usados nos países com quem precisa manter contato para evitar mal-entendidos. O que não vale é deixar de viajar para algum lugar só porque não fala o idioma local.

 E você, já teve dificuldades de comunicação durante alguma viagem? Fez uso da mímica? Se enfiou em alguma latada? Garanto que tem gente com muita história engraçada para contar.

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Comentários

  1. Maria
    06 dez 2011

    Uma veiz no interior da alemanha…fui com minha familia e tive um problemaum para explicar que queria um ovo. Deu tanto trabalho que quase desisti. Foi ai que minha filha rezolveu imitar uma galinha com pópópó. A moça da lanchonete riu muito mas também entendeu e trouxe o ovo.

  2. Ô! Lá em Barcelona, a moça não falava nem inglês nem espanhol (portunhol, né?) e eu “mimiquei” pra perguntar quanto era uma Duffy… Ela pegou a calculadora pra me dar os preços :p

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