Paul McCartney em Goiânia: Um beatle na minha cidade natal

Esse é um blog de turismo, eu sei. Mas eu moro em Brasília e o show foi em Goiânia, precisei viajar até lá, ok? Não, não é motivo suficiente? Certo, aí vai mais um: uma música desse senhor dá nome a esse blog, sabia? 🙂

Fui até a minha cidade natal na última segunda-feira, dia 06, não para visitar minha família, como de costume, mas por um motivo tão nobre quanto: assistir a um show do Sir. Paul McCartney.

Paul McCartney em Goiânia | A banda

Sim, meus caros, depois de me encantar com o show que assisti em novembro de 2010 em Porto Alegre, de ter quase cortado os pulsos por não ter ido ao show do Rio de Janeiro em maio de 2011 e de estar com outra viagem já marcada nas datas dos shows de Recife e Florianópolis, em abril de 2012,  em Goiânia eu tinha mais do que obrigação de estar lá, e em local privilegiado. Custasse o que fosse, já que eu não teria custos com passagens aéreas e hospedagem.

Nessa vibe, garanti o meu ingresso de meia entrada (legítima, alto lá!) na pista premium pela bagatela de R$ 300 + R$ 48 de taxa de INconveniência. E olha, valeu cada centavo! A proximidade com o palco me rendeu fotos lindíssimas que eu nunca imaginei fazer de um beatle. Sério!


Ingresso show do Paul McCartney em Goiânia

Mas a muvuca para entrar no estádio foi grande. A desorganização do lado de fora foi absurda, filas quilométricas – que ninguém entendia onde começavam ou terminavam – tomavam conta do estacionamento do Serra Dourada. Os portões, que estavam programados para abrir às 17h30, só foram abertos às 19h, devido ao atraso na passagem de som atribuído ao próprio Paul. Chegamos às 17h40 mas só conseguimos colocar os pés dentro do estádio às 20h30. O show, que estava marcado para começar às 21h, acabou começando às 21h30. Dessa vez, Sir Paul McCartney não foi lá muito britânico.

Muvuca entrada no Serra Dourada no Show do Paul McCartney em Goiânia

Por isso, se você vai hoje ao show de Fortaleza, #ficaadica: chegue cedo!

Iniciado o espetáculo, Macca (para os íntimos) fez logo todo mundo esquecer dos atrasos. Com seus quase 71 anos e ainda com muita energia, esbanjou simpatia. Nem os gafanhotos que invadiram o palco conseguiram alterar o seu humor. Levou na classe, como um lord. E ainda aproveitou para tirar onda, dizendo que um dos insetos agarrados ao seu ombro era Harold, seu amiguinho. Tentou até fazer com que ele cantasse no microfone. Mas por mais que os gafanhotos procurassem roubar a cena, o inseto estrela ali no palco era outro, um besouro.  😉

Paul McCartney em Goiânia | Com gafanhoto no ombro

Embora a maioria das músicas, brincadeiras e pirotecnias fossem as mesmas da turnê anterior, a “Up and Coming Tour”, a disposição delas no set list dessa turnê “Out There” foi diferente. Houve a inclusão de músicas novas, como My Valentine dedicada a sua “belíssima esposa Nancy”, antigas porém inéditas, ao vivo, como “All Togheter Now” e “Being for the Benefit of Mr. Kite“ além de “Eight Days a Week”, que ele não cantava ao vivo desde 1965, fazendo você ter a sensação de ter assistido um show totalmente diferente. O palco, que se eleva, também é uma novidade dessa turnê e dá outro charme e emoção a belíssima “Blackbird” com efeitos visuais fantásticos. Mas ouvi lamentações de anônimos ao término do show de que ele tocou poucas músicas dos Beatles. Eu também queria que ele tocasse mais músicas dos Beatles. Aliás, queria que o show durasse no mímimo umas 6 horas. 😀

Paul McCartney em Goiânia | Blackbird

Como de costume, Paul arriscou em vários momentos do show a interação com o público em português, ou mesmo em goianês. Mas antes alertou: “Vou tentar não falar bobaginhas”. Arrancou boas risadas com um “Ô trem bão”, que ele também deve ter dito em Belo Horizonte. Mas o auge veio muito depois, com o público lamentando o fim do show e ele justificando: “Temos que vazar”.

Pra quê tanta simpatia, né? Ele já é um beatle!

Paul McCartney em Goiânia | A simpatia de um Lord

Enfim, esse show é daqueles para ficar na história. Em 2010, eu disse que já poderia morrer, pois tinha visto um beatle ao vivo. Acabei vendo novamente em Goiânia, minha cidade natal e em grande estilo. Posso morrer? Não! Quero viver muito ainda para ver mais shows desse mito do rock’n roll. Quem sabe um em Londres e outro em Liverpool? 😉

Um beatle em imagens

Ingresso na pista premium, posicionamento estratégico, uma câmera boa, uma lente melhor ainda, muita cara de pau e a little help from my friends, me garantiram outro momento histórico: o dia em que eu fotografei um beatle!

Quem me acompanha no Instagram já andou vendo algumas fotos que andei postando por lá.  Foi eu mesmo quem fez, viu gente? Não busquei do Google Imagens e muito menos dei printscreen em blu-ray. 🙂

São minhas! E orgulho do aprendiz de fotógrafo aqui. 😉

E se quiser ver mais fotos, publiquei o álbum completo no Flickr do blog.

É isso! Para quem vai hoje ao show de Fortaleza, aproveitem muito! E não esqueçam de chegar cedo ao Castelão.



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Comentários

  1. Vanessa Lemos
    09 maio 2013

    As fotos ficaram simplesmente lindas e emocionante!! Não fui ao show em BH (querendo me matar por ter cometido esse pecado), mas os que foram garantiram que começou britanicamente no horário marcado e ele falou uai o que levou a galera “do belzonte” à loucura…

    • Vanessa,
      torça então para que ele volte ao Brasil. E veja se dessa vez, não vacile. O show é sensacional!

  2. Toim
    09 maio 2013

    Sem dúvida alguma, um dos maiores espetáculos da Terra no quesito música! se não for o maior.
    Para um senhor beirando os 71 anos, Paul tem muita disposição, o show segue contínuo, sem paradas “pra respirar” ou beber algo – só para trocar os instrumentos e ir até o piano.
    Emoção é o que não falta no show. Mais, quando você está no show você muda de estado, alcança o nirvana, pura adrenalina.

    E algo mágico acontece quando você volta para casa e se dá conta de um marco histórico: você foi ao show, viu e ouviu Sir Paul McCartney, “o cara” que desde a década de 1960 canta e encanta o mundo.

    “O Cara” é História! escreveu a história da música! e você ver isso ao vivo não tem preço. Pode escrever e contar para filhos e netos que você foi um homem privilegiado.

    p.s. Talento, competência, simpatia são adjetivos natos em Paul.

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